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22/05/2014 - Treinando a empatia no cérebro

E se fosse possível modificarmos nosso próprios cérebros para sermos mais sociáveis, mais afetuosos ou reagir melhor a determinados eventos do dia a dia? Parece roteiro de filme de ficção científica, mas uma pesquisa inédita realizada pelo Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) revela que isso pode ser uma realidade.
 
Pela primeira vez, um grupo de neurocientistas conseguiu demonstrar que é possível alterar voluntariamente os padrões cerebrais associados a sentimentos de empatia e afeição. A descoberta abre novas possibilidades de tratamento principalmente no campo da psiquiatria, como nos transtornos de antissociais e depressão pós-parto.
 
Dois grupos de voluntários foram submetidos a exames de ressonância magnética funcional e solicitados a evocar recordações afetuosas, como lembranças de família. As regiões ativadas por este sentimento foram então mapeadas. O sentimento de empatia foi escolhido por ser uma emoção mais complexa e ativar diversas regiões do cérebro simultaneamente.
 
Na sequência, um grupo recebeu informações de neurofeedback, técnica pela qual o voluntário visualiza a resposta gerada por suas funções cerebrais em tempo real. A esse grupo foram expostas imagens geométricas que melhoravam ou pioravam sua nitidez, conforme o próprio voluntário ativava consistentemente os padrões cerebrais correspondentes à emoção sugerida.
 
"Observamos que o grupo que recebeu neurofeedback de sua própria atividade cerebral foi capaz de ativar com mais consistência as regiões correspondentes ao sentimento de afeição", explica o Dr. Jorge Moll Neto, diretor do IDOR, que liderou o estudo. "Isso demonstra que somos capazes de modular nossos próprios sentimentos a partir de uma resposta cerebral", avalia.
 
Apesar dos recentes avanços em neurobiologia e neurotecnologia, ainda não havia sido comprovado que as funções cerebrais ligadas a emoções afiliativas poderiam ser decodificadas e voluntariamente alteradas. A técnica do neurofeedback utilizada no estudo pode, no futuro, representar um tratamento auxiliar para doenças como depressão e outros transtornos afetivos e sociais.
 
O estudo foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e pelo Instituto de Pesquisa e Ensino D'Or (IDOR). Foram necessários cerca de três anos de pesquisas e desenvolvimento de novas tecnologias até a obtenção do resultado final. A conclusão do estudo está disponível em artigo publicado no site da revista americana PLOS ONE (http://www.plosone.org/).
 
Sobre o IDOR:
O IDOR é uma instituição sem fins lucrativos que tem o objetivo de promover o avanço científico e tecnológico na área de saúde. Com sede própria, localizada no Rio de Janeiro, o IDOR coordena a maior parte das atividades de ensino e pesquisa de sua principal mantenedora, a Rede D'Or São Luiz. A Coordenação de Pesquisa está estruturada nas seguintes áreas: Medicina Interna, Medicina Intensiva e Neurociências. Na área de ensino, programas de residência médica e cursos de pós-graduação lato sensu atuam de forma coordenada com as atividades de pesquisa.